A dor crônica de quem sente
A dor crônica de quem sente Kathléen Carneiro Ela chega sem aviso prévio. Com um desajeito, entra e já ocupa todo o espaço possível no ambiente. Não passa despercebida por ninguém, além de atrair para si toda a atenção. Do mais feliz ao mais triste, ninguém está imune aos seus efeitos. Isso acontece, principalmente, porque ela é gentil – mas nem sempre, às vezes tem a força de um soco no estômago. Ela acolhe a todos, brinca com as lágrimas, atravessa os sorrisos, se esquenta com a nostalgia. Assim, numa dança embalada pela trilha sonora do tempo, ela se ajusta ao peito e ali faz morada. Pode ser que dure minutos, horas, dias ou semanas, mas também pode ser que nunca vá embora. Para alguns ela é uma companhia constante. Do mesmo modo, ocupa todos os pensamentos possíveis. Expansiva que só ela. Calorosa ainda mais. Traz consigo questionamentos, memórias e até ressentimentos. “Acho que poderia ter sido melhor”. O que aquece também adormece, e se permanecer ali por muito...







