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Aprendi a nadar e continuo a nadar!

Aprendi a nadar e continuo a nadar! Kathléen Carneiro Alguns meses atrás, eu (forçadamente) comecei a fazer aulas de natação. Foi por uma questão de saúde, principalmente por causa do meu joelho esquerdo que já veio com um pequeno defeito de fábrica (frouxidão ligamentar). Essa nova atividade física tem me permitido viver muitas novas crises existenciais e tem me curado na mesma medida que tem me incomodado. Comecei a nadar também para cuidar da ansiedade e a primeira das minhas descobertas foi que eu ficava mais ansiosa dentro da água do que fora. Um dos principios básicos da natação é nadar olhando para o fundo da piscina e não para a frente. Isso me causava uma ansiedade absurda, porque ao invés de parar de pensar, eu começava a ficar pilhada pensando que não estava saindo do lugar, que ia afundar, que estava longe da chegada, que ia bater no colega com que dividia raia, e por ai vai. Claro, que com o tempo aprendi a administrar esses pensamentos (leia-se: fazendo terapia e ocupada ...

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